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ESTRESSE TÉRMICO EM SUÍNOS E AVES: POR QUE A ÁGUA SOZINHA NÃO RESOLVE?

O verão brasileiro impõe um dos desafios mais severos para a produção de proteína animal: o estresse térmico. Quando as temperaturas ultrapassam a zona de conforto térmico das aves e suínos, o organismo desses animais entra em um estado de alerta fisiológico que compromete diretamente a rentabilidade do produtor.

Muitos acreditam que garantir o acesso à água fresca é o único passo necessário, mas a ciência mostra que, em condições críticas, a água sozinha não é capaz de conter o desequilíbrio metabólico.

 

O mecanismo do estresse: muito além da sede

Quando expostos ao calor excessivo, aves e suínos utilizam mecanismos de resfriamento como a polipneia (arquejo). Esse processo causa uma perda excessiva de CO2, levando a um quadro de alcalose respiratória.

Para tentar compensar esse desequilíbrio no pH sanguíneo, o animal excreta bicarbonato e, consequentemente, perde eletrólitos essenciais como sódio, potássio e cloro através da urina. É um ciclo vicioso: o animal perde o equilíbrio eletrolítico, as células perdem a capacidade de retenção hídrica e o estresse oxidativo dispara.

O impacto nos índices: a matemática do estresse térmico

O prejuízo causado pelo calor vai além do que se vê — ele se reflete nos números. Em suínos de terminação, temperaturas acima de 25°C tendem a reduzir o consumo de ração, uma estratégia do animal para diminuir a produção interna de calor gerada pela digestão. Essa redução pode comprometer o ganho de peso e a uniformidade dos lotes.

Nas aves, os efeitos são ainda mais imediatos na conversão alimentar. Quando a temperatura ultrapassa 30°C, especialmente aliada a alta umidade, o animal direciona parte significativa da energia metabolizável para termorregulação — como respiração ofegante e aumento da frequência cardíaca — em vez de crescimento muscular. 

Sem estratégias de reposição eletrolítica e manejo adequado, isso pode levar a perda de massa muscular, desuniformidade dos lotes e queda no peso médio ao abate.

 

Por que a hidratação comum falha?

A hidratação convencional repõe o volume de líquido, mas não corrige a pressão osmótica das células. Sem a reposição de eletrólitos nas proporções corretas:

  • A síntese proteica é interrompida;
  • O consumo de ração cai drasticamente;
  • Ocorre o desvio de energia metabólica para a tentativa de regulação térmica, em vez do ganho de peso.

Além disso, o estresse térmico eleva os níveis de cortisol, o hormônio que atua de forma catabólica, “queimando” as reservas do animal e prejudicando a conversão alimentar.

 

Suporte nutricional: a chave para a estabilidade

Para mitigar esses danos, a estratégia nutricional deve ir além da dieta base. O suporte via aditivos e núcleos específicos permite a manutenção da homeostase hídrica e mineral.

A inclusão de eletrólitos e antioxidantes ajuda a estabilizar o pH sanguíneo e a proteger as células contra os danos causados pelos radicais livres gerados pelo calor. O resultado é um lote que mantém a uniformidade e a performance mesmo sob pressão climática.

O manejo do calor exige uma visão sistêmica. A água é o veículo, mas os nutrientes de suporte são as ferramentas que realmente mantêm o metabolismo em funcionamento. Garantir esse equilíbrio é a diferença entre manter o desempenho ou acumular prejuízos na balança ao final do lote.

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